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Durão Barroso diz que Angela Merkel "tem dado muito" à Europa

O ex-presidente da Comissão Europeia considera que a chanceler alemã tem sido "uma líder excepcional" e tem esperança que Angela Merkel continue a exercer cargos políticos

30 out 2018, 15:35 Jéssica Azevedo
Durão Barroso e Angela Merkel

Durão Barroso acredita que Angela Merkel "tem sido uma líder excepcional, tem dado muito à Alemanha e à Europa". 

"Angela Merkel irá deixar a liderança do partido, mas não a liderança da Alemanha", defende Barroso.

Presidente da Comissão Europeia entre 2004 e 2014, Durão Barroso sempre defendeu a líder alemã contra críticas que lhe eram feitas devido às políticas de austeridade impostas na Grécia e em Portugal, durante a crise financeira na Europa. 

"Vamos ver agora o que se passa no futuro. De uma coisa eu estou certo: a Europa deve muito à senhora Merkel e eu espero que continuemos a contar com ela no futuro", concluiu o atual consultor do banco Goldman Sachs, em declarações à margem de uma palestra intitulada "A União Europeia e o Panorama Internacional em Mudança" na Faculdade de Economia da Universidade City, em Londres.

A não recandidatura à presidência da União Democrata Cristã (CDU) foi anunciada pela chanceler alemã, após alguns meses de crise governamental e na sequência das eleições regionais de Hesse, onde os partidos da coligação sofreram grandes perdas. 

Angela Merkel é chanceler alemã desde 2005 e presidente dos democratas cristãos desde 2000.

"Hoje, é tempo de abrir um novo capítulo", declarou a líder alemã, após perder 11% dos votos do seu partido numa região que dominava há décadas e conseguindo, apenas, 27% dos votos na votação de domingo.

Com uma votação de 13%, o partido da extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) também conseguiu entrar no parlamento regional de Hesse, o único dos 16 do país onde ainda não tinha representação.

A eleição do próximo presidente da CDU terá lugar no congresso do partido, agendado para 07 a 08 de dezembro, em Hamburgo.

O partido está no poder em coligação a CSU e o SPD desde o ano passado, estando as próximas eleições federais agendadas para 2021.