http://www.tvi24.iol.pt/economia/15-11-2016/easyjet

EasyJet supera os objetivos do ano 2016

As rotas portuguesas da easyjet contribuíram com 5,4 milhões de passageiros no ano fiscal de 2016, que terminou em setembro.

15 nov 2016, 19:41 Joana Azevedo
Easyjet (Lusa)

Em 2016 a companhia aérea low cost enfrentou algumas dificuldades de componentes externas, mas superou uma taxa de ocupação de 91,6% e continuou a atingir resultados "recorde" no mercado. 

 

A companhia aérea de baixo custo informa que fechou 2016 com um resultado antes de impostos de 575,5 milhões de euros que corresponde a 495 milhões de libras, face a 686 milhões de libras no ano anterior. 

 

A justificação da queda em 28% em 2016 é justificado pela desvalorização da libra, as greves e atentados terroristas. As greves de controladores aéreos franceses fizeram com que inúmeros voos fossem cancelados, e o ataque terrorista seguido da tentativa de golpe de Estado na Turquia, levou ao declínio do turismo no mercado. Estes factores externos tiveram um impacto de 174,3 milhões de euros o que corresponde a mais de 150 milhões de libras

 

Para acrescentar, a instabilidade da libra, em resultado da decisão tomada pelos britânicos em junho de optarem pela saída do reuno Unido da União Europeia - Brexit.

 

O diretor comercial da easyjet em Portugal, José Lopes, considera que “O resultado da companhia, tendo em conta o ano que passou, é satisfatório”.

 

Em 2016 o número de passageiros aumento em cerca de 7% o que corresponde a um valor de 73,1 milhões de passageiros, e obtive uma taxa de ocupação de 91,6% os responsáveis consideram como um “recorde”, frisando a sua “capacidade de estimular a procura, mesmo em mercados desafiantes”. 

 

Carolyn McCall, CEO da easyjet, adianta que no próximo ano fiscal (outubro 2016 a setembro 2017), metade do crescimento da companhia aérea será no Reino Unido, Suíça, França e Itália.

 

Olhando para o futuro, o modelo da easyjet permanece forte, tal como a procura. Continuamos a identificar oportunidades a médio prazo para aumentar as receitas, os lucros e os retornos para os acionistas. Num contexto operacional ainda mais difícil, as companhias aéreas fortes, como é o caso da easyjet, tornar-se-ão mais fortes e nós continuaremos a trabalhar com base na nossa já bem estabelecida rede”, defendeu a responsável.

Neste ano o maior crescimento da easyjet foi no Porto com um crescimento de 40% face ao ano anterior, torna-se a segunda companhia aérea no aeroporto Francisco Sá Carneiro, segundo os responsáveis.