EasyJet supera os objetivos do ano 2016
As rotas portuguesas da easyjet contribuíram com 5,4 milhões de passageiros no ano fiscal de 2016, que terminou em setembro.
Em 2016 a companhia aérea low cost enfrentou algumas dificuldades de componentes externas, mas superou uma taxa de ocupação de 91,6% e continuou a atingir resultados "recorde" no mercado.
A companhia aérea de baixo custo informa que fechou 2016 com um resultado antes de impostos de 575,5 milhões de euros que corresponde a 495 milhões de libras, face a 686 milhões de libras no ano anterior.
A justificação da queda em 28% em 2016 é justificado pela desvalorização da libra, as greves e atentados terroristas. As greves de controladores aéreos franceses fizeram com que inúmeros voos fossem cancelados, e o ataque terrorista seguido da tentativa de golpe de Estado na Turquia, levou ao declínio do turismo no mercado. Estes factores externos tiveram um impacto de 174,3 milhões de euros o que corresponde a mais de 150 milhões de libras
Para acrescentar, a instabilidade da libra, em resultado da decisão tomada pelos britânicos em junho de optarem pela saída do reuno Unido da União Europeia - Brexit.
O diretor comercial da easyjet em Portugal, José Lopes, considera que “O resultado da companhia, tendo em conta o ano que passou, é satisfatório”.
Em 2016 o número de passageiros aumento em cerca de 7% o que corresponde a um valor de 73,1 milhões de passageiros, e obtive uma taxa de ocupação de 91,6% os responsáveis consideram como um “recorde”, frisando a sua “capacidade de estimular a procura, mesmo em mercados desafiantes”.
Carolyn McCall, CEO da easyjet, adianta que no próximo ano fiscal (outubro 2016 a setembro 2017), metade do crescimento da companhia aérea será no Reino Unido, Suíça, França e Itália.
Olhando para o futuro, o modelo da easyjet permanece forte, tal como a procura. Continuamos a identificar oportunidades a médio prazo para aumentar as receitas, os lucros e os retornos para os acionistas. Num contexto operacional ainda mais difícil, as companhias aéreas fortes, como é o caso da easyjet, tornar-se-ão mais fortes e nós continuaremos a trabalhar com base na nossa já bem estabelecida rede”, defendeu a responsável.
Neste ano o maior crescimento da easyjet foi no Porto com um crescimento de 40% face ao ano anterior, torna-se a segunda companhia aérea no aeroporto Francisco Sá Carneiro, segundo os responsáveis.