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Gulbenkian tem papel fundamental na promoção do cinema português

A professora de Políticas Públicas e Culturais do ISCTE, Maria do Carmo Piçarra, enfatiza a acção das instituições portuguesas não-governamentais na divulgação e promoção do cinema nacional

11 nov 2013, 16:03 Redação / Joana Amaro Ferreira
«E agora? Lembra-me» de Joaquim Pinto premiado internacionalmente Instituições «como a Fundação Calouste Gulbenkian, estão a fazer o possível para complementar a acção do Estado Português, onde esta não existe ou é insuficiente», explica Maria do Carmo.

Prova disso é o Programa de Bolsas para o cinema. Pode verificar-se que estão abertas, em permanência, as candidaturas «a filmes de carácter experimental e/ou documental que não envolvam orçamentos onerosos, privilegiando os projetos de cineastas em início de carreira. Enquadram a promoção e divulgação internacional do cinema português», lê-se no site.

Do lado oposto, num momento em que o país se vê a atravessar uma crise económica e financeira, Maria do Carmo salienta que «tal tem sido pretexto para o desinvestimento generalizado na cultura por parte do Estado, entre outras áreas como a saúde e a educação».

Contrariando esse desinvestimento, ao fomentar activamente o cinema português «a Gulbenkian está a cumprir um papel de grande relevo», defende Maria do Carmo. De facto, e a título de exemplo, o filme/documentário E agora? Lembra-me de Joaquim Pinto tem sido premiado internacionalmente e foi financiado pela Gulbenkian e pela RTP.



«O cinema português é prestigiado e reconhecido internacionalmente não pelos filmes que têm sido um êxito de público (eventualmente com apoio estatal) mas por outro tipo de obras, de cinema de autor, que não podem estar submetidas a uma lógica de mercado», conclui Maria do Carmo.