Antigo cinema Mundial de Lisboa abre com nova roupagem
O ex cinema da capital reabre agora como centro cultural e empresarial.
O antigo cinema Mundial de Lisboa vai reabrir no início do próximo ano, mas com uma ideologia diferente. Fechado em 2004, o espaço vai abrir como centro cultural e empresarial.
O ator Paulo Matos, mentor do projecto, diz à agência Lusa que “Vai ser um multifacetado e um grande centro cultural e empresarial, porque aqui vão acontecer muitos encontros empresariais (congressos, reuniões), mas também todo o tipo de atividade artística ligada sobretudo à língua portuguesa”.
O edifício situado na Rua Martens Ferrão, na zona de Picoas, sofre a primeira fase de obras até ao final deste ano, onde o mais importante é a renovação da fachada.
Paulo Matos que esta renovação “é necessária por dois motivos: porque as regras de utilização do espaço o exigem - é preciso que os acessos cumpram determinados requisitos - e porque a fachada será imediatamente um novo impacto - uma cor diferente, um ar diferente, uma renovação integral”.
Do cinema Mundial ficaram três salas, uma no piso da entrada e duas no -1 (onde há ainda mais uma sala e um bar). No piso -2 há ainda uma cave, onde funcionou uma discoteca.
O mentor considera que ao longo do ano é preciso fazer “outras obras para melhorar outras coisas, como por exemplo a sala de espetáculos e três pequenos estúdios em baixo, para serem multifuncionais, para poderem ser espaços de reunião, mas ao mesmo tempo de formação, para pequenos espetáculos, para cinema”. “Essas são a segunda e terceira fases, que vão acontecendo ao longo do ano, conforme os capitais” disponíveis, disse Paulo Matos.
Sendo uma área bastante grande é importante que tenha vários ambientes, “nas zonas dos cafés, estamos à procura de concessões para vários anos, algumas empresas parceiras vão instalar-se aqui (agenciamento de artistas, material para espetáculos) e todas as outras atividades acabarão por funcionar por acordos para eventos, espetáculos, colaborações. É muito vasto”, explicou o ator.
O mentor do projeto avançou ainda que “a médio prazo, haverá um canal de televisão, que será produzido maioritariamente aqui”.
Conta que este “é um projecto com muita reflexão” e que a ideia de abrir o espaço cultural e empresarial “tem mais de quatro anos”.
Uma associação “de solidariedade, apoio e cooperação com o mundo lusófono, que Paulo Matos fundou com amigos, “a ‘Karingana Wa Karingana’ (uma expressão de Moçambique), que se transformou numa Organização Não Governamental (ONG)”, está na origem desta ideia.
A Lusomundo Audiovisuais, que suportava o cinema Mundial em março de 2004, alegou questões de segurança e fraca afluência de público para o seu encerramento do espaço.
A 9 de outubro deste ano o edifício abriu portas para festejar o aniversário da revista Time Out. “Foi a primeira vez que o espaço reabriu já com este conceito de espaço multiusos”, disse Paulo Matos.