Procuradoria Geral da República afasta Costa e Marcelo do Caso Tancos
A Procuradoria Geral da República (PGR) esclareceu hoje que "a pertinência da inquirição como testemunhas do Presidente da República e do Primeiro Ministro", inicialmente "equacionada", foi posta de lado "na fase inicial do inquérito do Processo de Tancos".
Segundo informações enviadas pela PGR à Agência Lusa, o Diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) terá sido "inteirado pelos magistrados titulares do aludido inquérito" acerca das "razões que justificariam a realização de tais diligências" em face "dos elementos de prova até então recolhidos".
No entanto, e ainda segundo o que foi divulgado pela Procuradoria, o Diretor do DCIAP constatou, "perante os elementos constantes nos autos", que tais inquéritos "não revestiam relevância para as finalidades do inquérito" - consideração essa que recebeu a anuência dos "magistrados titulares".
Recorde-se que este caso, responsável pela demissão de Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, tornou-se particularmente polémico depois de uma aparente recuperação do material furtado na zona de Santarém em outubro de 2017.
Dos 23 suspeitos entretanto constituídos arguidos, nove foram acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais, enquanto os restantes catorze - entre os quais Azeredo Lopes - estão acusados de encenar a recuperação do equipamento em causa. Os arguidos são acusados de terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências, abuso de poder, recitação e detenção de arma proibida.