Doces Conventuais iluminam Mosteiro de Alcobaça
Espetáculo de Video-Mapping na Mostra de Doces e Licores Conventuais
3 dez 2015, 17:19
/ Andreia Luís
8 FOTOS: Doces Conventuais iluminam Mosteiro de Alcobaça
Cheira a doce de ovos, açúcar e canela. Entramos no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, recheado de doces e licores conventuais. As receitas guardadas em segredo pelos monges e monjas estão exibidos em três das salas do Mosteiro. São 31 expositores, na sua maioria de empresas do setor da doçaria e dos licores, que dão cor e sabor aos aposentos.
A XVII edição da Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais, apesar de ser em Alcobaça, conta também com a presença de produtos de outros locais do país e de outros países onde a doçaria conventual tem tradição. Pudim de Abade de Priscos, Cornucópias, Pão de Ló de Alfeizerão e Licor de Ginja são algumas das delicias que se podem provar na Mostra de Doces e Licores. No que diz respeito a representações internacionais, os belgas trazem a cerveja conventual da abadia belga Herkenrode Tripel. De França chega o licor Benedictine da abadia de Fécamp. Os galegos do Mosteiro de Santa Maria do Sobrado dão a provar aos visitantes o seu creme de leite.
O mosteiro abre portas aos doces e licores bem como a todos os visitantes que queiram degustar a doçaria conventual. A Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais, que se realiza desde 1999, tem atraído anualmente cerca de 50 mil pessoas.
Ana Delgado é da Batalha e há já vários anos que troca o Mosteiro de Santa Maria da Victória pelo de Santa Maria de Alcobaça. No terceiro fim de semana de novembro, esta batalhense vem até Alcobaça para provar os novos doces conventuais. “Provei os doces novos deste ano e levo algumas cornucópias para a minha mãe. Só acontece uma vez por ano, por isso ninguém nota”, acrescenta Ana Delgado.
A cada nova edição são apresentados os doces e licores ancestrais mas também são dadas a conhecer inovações que depois vão a concurso. O júri é constituido pelas chefe Justa Nobre e Odete Silva, por Amílcar Malhó e por professores das escolas parceiras do evento.
Este ano o vencedor foi a pastelaria Alcoa com os Queijinhos do Céu que são feitos com doce de ovos e cobertos com açúcar em pó. Os jurados elegeram também a compota de Uva Americana e o 1º prémio para licor conventual foi atribuido ao Singeverga. O prémio de inovação conventual foi entregue ao pudim de Maçã de Alcobaça, desenvolvido pela Escola Profissional De Agricultura E Desenvolvimento Rural De Cister.
Apesar de ser só uma vez por ano, este evento “enche os hotéis do concelho e gera ainda crescimento de número de dormidas nas unidades na área envolvente. Em termos de restauração os números também disparam”, sublinha Paulo Inácio, Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça.
António Henriques é um dos visitantes que contribuiu para o aumento do número de dormidas em Alcobaça. “Já há alguns anos que ouvia falar desta feira de doces conventuais. Este ano decidi vir com a família”, refere o portuense que fez mais de 200 km para passar um fim de semana conventual. “Estamos a gostar bastante do ambiente e os doces são todos maravilhosos”, acrescenta.
A XVII edição não se dedicou exclusivamente a mostrar doces e licores conventuais. Este ano a animação saiu de dentro das portas do mosteiro e prolongou-se até às 23h15. Na fachada do edifício foi projetado um espectáculo de video-mapping que conta a história do momunento. Os 200 metros exteriores do mosteiro são iluminados durante 18 minutos por 25 mil imagens individuais. O espectáculo “A Luz do Amor” demorou três meses a ser produzido.
A viagem pelo tempo é construída por 25 imagens por segundo em super alta resolução e começa com a promessa de D. Afonso Henriques em erigir um mosteiro no local caso consiga tomar Santarém. A narrativa audiovisual passa por temas importantes da história do mosteiro e da cidade.
O espetáculo começa com a presença dos monges da ordem de Cister, o amor de Pedro e Inês, o maremoto e terramoto que atingiram a antiga fachada. A reconstrução, a extinção das ordens religiosas e a elevação do monumento a Património Mundial da UNESCO são outras temáticas abordadas. Ao longo do exibição visual algumas das músicas escolhidas são do reportório da banda The Gift, que também faz parte da história de Alcobaça.
O fim de semana passou entre doces e licores. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer o melhor da doçaria conventual, fica a lembrança que a mostra se repete todos os anos. Para além dos doces, o mosteiro de Alcobaça está sempre aberto para quem pretender conhecer a história da cidade conhecida como Terra da Paixão.
A XVII edição da Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais, apesar de ser em Alcobaça, conta também com a presença de produtos de outros locais do país e de outros países onde a doçaria conventual tem tradição. Pudim de Abade de Priscos, Cornucópias, Pão de Ló de Alfeizerão e Licor de Ginja são algumas das delicias que se podem provar na Mostra de Doces e Licores. No que diz respeito a representações internacionais, os belgas trazem a cerveja conventual da abadia belga Herkenrode Tripel. De França chega o licor Benedictine da abadia de Fécamp. Os galegos do Mosteiro de Santa Maria do Sobrado dão a provar aos visitantes o seu creme de leite.
O mosteiro abre portas aos doces e licores bem como a todos os visitantes que queiram degustar a doçaria conventual. A Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais, que se realiza desde 1999, tem atraído anualmente cerca de 50 mil pessoas.
“Este certame veio afirmar Alcobaça como uma cidade com grande impacto em termos culturais, que tem uma das maiores e melhores mostras de doces conventuais, possivelmente única no país, nomeadamente por ser feita numa abadia cisterciense com todo o requinte e qualidade”, afirma Inês Silva, vereadora da cultura.
Ana Delgado é da Batalha e há já vários anos que troca o Mosteiro de Santa Maria da Victória pelo de Santa Maria de Alcobaça. No terceiro fim de semana de novembro, esta batalhense vem até Alcobaça para provar os novos doces conventuais. “Provei os doces novos deste ano e levo algumas cornucópias para a minha mãe. Só acontece uma vez por ano, por isso ninguém nota”, acrescenta Ana Delgado.
A cada nova edição são apresentados os doces e licores ancestrais mas também são dadas a conhecer inovações que depois vão a concurso. O júri é constituido pelas chefe Justa Nobre e Odete Silva, por Amílcar Malhó e por professores das escolas parceiras do evento.
Este ano o vencedor foi a pastelaria Alcoa com os Queijinhos do Céu que são feitos com doce de ovos e cobertos com açúcar em pó. Os jurados elegeram também a compota de Uva Americana e o 1º prémio para licor conventual foi atribuido ao Singeverga. O prémio de inovação conventual foi entregue ao pudim de Maçã de Alcobaça, desenvolvido pela Escola Profissional De Agricultura E Desenvolvimento Rural De Cister.
Apesar de ser só uma vez por ano, este evento “enche os hotéis do concelho e gera ainda crescimento de número de dormidas nas unidades na área envolvente. Em termos de restauração os números também disparam”, sublinha Paulo Inácio, Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça.
António Henriques é um dos visitantes que contribuiu para o aumento do número de dormidas em Alcobaça. “Já há alguns anos que ouvia falar desta feira de doces conventuais. Este ano decidi vir com a família”, refere o portuense que fez mais de 200 km para passar um fim de semana conventual. “Estamos a gostar bastante do ambiente e os doces são todos maravilhosos”, acrescenta.
A XVII edição não se dedicou exclusivamente a mostrar doces e licores conventuais. Este ano a animação saiu de dentro das portas do mosteiro e prolongou-se até às 23h15. Na fachada do edifício foi projetado um espectáculo de video-mapping que conta a história do momunento. Os 200 metros exteriores do mosteiro são iluminados durante 18 minutos por 25 mil imagens individuais. O espectáculo “A Luz do Amor” demorou três meses a ser produzido.
A viagem pelo tempo é construída por 25 imagens por segundo em super alta resolução e começa com a promessa de D. Afonso Henriques em erigir um mosteiro no local caso consiga tomar Santarém. A narrativa audiovisual passa por temas importantes da história do mosteiro e da cidade.
O espetáculo começa com a presença dos monges da ordem de Cister, o amor de Pedro e Inês, o maremoto e terramoto que atingiram a antiga fachada. A reconstrução, a extinção das ordens religiosas e a elevação do monumento a Património Mundial da UNESCO são outras temáticas abordadas. Ao longo do exibição visual algumas das músicas escolhidas são do reportório da banda The Gift, que também faz parte da história de Alcobaça.
O fim de semana passou entre doces e licores. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer o melhor da doçaria conventual, fica a lembrança que a mostra se repete todos os anos. Para além dos doces, o mosteiro de Alcobaça está sempre aberto para quem pretender conhecer a história da cidade conhecida como Terra da Paixão.