Climatologista coloca em causa peso do Homem no aquecimento global
Judith Curry, reconhecida climatologista, afirma que a ação humana desempenha papel pouco expressivo no aquecimento global. Autora considera que a “variabilidade natural do clima” tem maior impacto.
A obra “Alterações climáticas, o que sabemos, o que não sabemos”, da autoria de Judith Curry, climatologista com 40 anos de experiência, detentora de vários prémios internacionais e antiga colaboradora da NASA, veio colocar em causa algumas das certezas apresentadas pela comunidade científica relativas ao aquecimento global.
Apesar de reconhecer que o Homem tem contribuído para o desequilíbrio do efeito de estufa, principalmente através da emissão de dióxido de carbono (CO2), a autora defende que o aquecimento global não tem no fator humano a sua principal causa. Salienta ainda que não existem fundamentos científicos que comprovem que uma subida média de dois graus possa ter consequências catastróficas.
Quanto à possibilidade de uma catástrofe ainda no presente século, a autora é perentória em considerar que é possível, mas realça novamente que “a variabilidade natural do clima (incluindo processos geológicos) poderá ser uma fonte mais provável de possíveis alterações indesejáveis do que o aquecimento causado pelo Homem”. Acrescenta que a “redução das emissões de combustíveis fósseis será inútil se o clima natural e os processos geológicos forem fatores dominantes”.
A climatologista conclui que só no fim do século XXII, será possível compreender as verdadeiras implicações das emissões de CO2.