Governo português disponível para receber mais refugiados
Já há refugiados a viver em 76 localidades do país
O Governo português tem como objetivo integrar os refugiados através da colaboração com as autoridades locais e sociedade civil. Eduardo Cabrita, ministro-adjunto, falou na sessão de abertura, no Fórum Lisboa, sobre a “Migração e Direitos Humanos: como estruturar uma acção coletiva efetiva? Boas práticas e conhecimento partilhado no espaço Euro-Mediterrânico”, organizado pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.
De acordo com o ministro-adjunto, o programa de integrar os refugiados em Portugal é apoiado e trabalhado juntamente com “autoridades locais, com a Igreja católica e outras igrejas, e com organizações locais”.
O objetivo é integrar os refugiados a nível local consoante as particularidades de cada grupo. Já há refugiados a viver em 76 localidades de Portugal.
Não temos campos de refugiados em Portugal, nem vamos ter", disse Eduardo Cabrita.
O governo de António Costa tem-se mostrado disponível para receber mais refugiados do que o número definido pela UE. Eduardo Cabrita reforça que, “podemos até duplicar esses números”. Portugal quer apoiar os países que mais receberam refugiados no ano passado.
O ministro-adjunto sente-se orgulhoso de fazer parte de um governo que não se confronta com qualquer partido ou deputado que conteste a política de acolhimento de refugiados.
Há divergências, mas não há posições xenófobas, nem partidos ou deputados contra a nossa política na questão dos refugiados", declarou.