Os 25 Anos da TVI - O entretenimento
Dia 20 de Fevereiro é dia de festa, e este ano não é uma festa qualquer! Neste dia nasceu a TVI, que faz hoje 25 anos e não há nada melhor do que relembrá-los.
São 25 anos de esforço e dedicação de cada um que fez e faz parte da grande família TVI. Uma casa com 25 anos a provocar gargalhadas, choros, abraços e surpresas. 25 anos de histórias, de partilha, de emoções e de interação.
É há já um quarto de século que a estação de Queluz acompanha os portugueses todos os dias, a todas as horas, minutos e segundos.
O entretenimento é hoje uma imagem de marca da TVI, mas nem sempre foi assim. É importante recordar como tudo começou. Teresa Gião, que faz parte da equipa inicial que lançou este projeto, afirma que “houve uma altura em que quase não tínhamos programas de entretenimento”. Ao longo do tempo, a estação agora líder sofreu inúmeras alterações, mas sempre com o objetivo de ir de encontro aos mais variados interesses dos nossos telespectadores.
A grande evolução é marcada pelo aparecimento do cidadão comum na televisão. Antigamente, só as celebridades tinham um lugar no grande ecrã. A transparência da normalidade e dos pormenores da vida real permitiu estabelecer uma relação de maior proximidade com o público.
Teresa, a atual Chefe de Arquivo, relembra o início com Momentos de Glória com Manuel Luís Goucha em 1992, que trouxe vários artistas internacionais conhecidos do grande público; da Amiga Olga, outro programa que marcou o entretenimento da TVI, emitido entre 1993 e 1994, e está na memória de todos - muitos dos concorrentes que hoje participam nos reality shows não eram nascidos. Na altura, como recorda Teresa Gião, “eram coisas muito bem feitas, grandes produções”, mas hoje, tamanha a evolução, talvez já tenham perdido a sua graça; e do Batatoon que, em 1998 fazia delirar os mais novos.
Manuel Luís Goucha regressa à TVI em 2002 para apresentar a solo o Olá Portugal. Dois anos mais tarde, é-lhe atribuída uma parceira: Cristina Ferreira. Está formada a dupla que viria a liderar as manhãs da televisão portuguesa. É assim que, em 2004, vai para o ar o Você na TV.
Quem melhor para descrever esta história do que Manuel Luís Goucha, que diz que das melhores coisas que lhe aconteceu foi entrar neste mundo maravilhoso, que é o entretenimento. “Quem faz um programa como o Você na TV está apto a fazer de tudo em televisão”. Goucha conhece esta realidade há mais de 30 anos e a sua parte favorita é a possibilidade de falar de tudo, e tudo diferente a cada dia que passa. “Desde um livro, a um tema fraturante, a um tema político ou social”.
Há 13 anos que o Você na TV “obriga” o apresentador a ir para casa “estudar 2 a 3 horas por dia, a ler livros de uma ponta a outra, a estudar dossiers e diversas matérias”, explica. “Faço este tipo de programas porque gosto imenso de ter tempo para conversar, de ouvir as histórias do outro, e explanar uma conversa”.
Questionado sobre o futuro do programa, o apresentador afirma que vai continuar até ao fim de 2018 “com todo o gosto”. Se há 14 anos não se imaginava a trabalhar com Cristina Ferreira, hoje diz que é um verdadeiro desafio ser seu companheiro nesta aventura. “Nunca houve, nem haverá nos próximos tempos, uma dupla tão boa como a nossa” garante o Tio Goucha, acrescentado que “Trabalhar com a Cristina é muito desafiante e nós temos a mesma maneira de fazer televisão. Somos diferentes, com vidas e reações distintas, mas muito iguais naquilo que é essencial”.
As manhãs são preenchidas por Goucha e Cristina e as tardes lideradas por Fátima Lopes. Estreou-se na TVI em 2010 com Agora é que Conta em que ajudava os mais ágeis a pagar as suas contas. Mas é desde 2011 que a apresentadora assume o trono dos talkshows com A Tarde É Sua.
De segunda à sexta, às 16h, as tardes ganham vida para contar as mais variadas histórias. Mas toda a magia deste programa é criada fora do ecrã. A equipa que trabalha com a Fátima prepara tudo com semanas de antecedência; ganha um ritmo frenético mesmo antes de João Patrício, realizador, estalar os dedos para o primeiro plano da emissão.
No ar há 6 anos e líder de audiências desde o primeiro dia, o editor, Carlos Moura, garante que o sucesso se deve ao facto de contar “histórias de pessoas, factos que muitos não conhecem”. Porquê? “Porque por trás de cada facto, há emoções, caminhos para explorar, e acho que é isso que que nos diferencia”.
Embora o programa das tardes da TVI traga rostos conhecidos ao seu famoso sofá vermelho, os seus protagonistas são sempre “a gente” e as suas vivências. Estabelecer um vínculo emocional com quem está lá em casa é uma das prioridades. Transformado ao longo dos anos, o próprio programa foi acompanhando a evolução dos tempos, mas sem nunca esquecer a sua essência. Desde a senhora que vende peixe à rainha do pão-de-ló. O importante é dar tempo para as pessoas falarem.
Já na sala de realização, é de lá que Carlos Moura fala ao ouvido de Fátima Lopes. O editor não tem dúvidas quanto à melhor qualidade da anfitriã. “Saber ouvir” é o que a distingue de qualquer outro apresentador português.
Fátima também transporta a sua doçura para as tardes de domingo, no Somos Portugal. A ela junta-se a boa disposição de Cristina Ferreira, a calma e serenidade de Leonor Poeiras, o sorriso de Iva Domingues, a irreverência de Mónica Jardim, a energia de Isabel Silva entre muitos outros profissionais, que contribuem para levar à casa de milhares de portugueses, a boa disposição necessária para um domingo à tarde bem passado.
O programa, que entrou nos nossos ecrãs em 2010, tem sido palco de divulgação nacional de novos talentos, promovendo a música portuguesa, as festas populares, a gastronomia e o artesanato nacional. É um formato que nos leva a redescobrir a beleza e a cultura do nosso país, a simpatia e as tradições das nossas gentes de norte a sul.
A TVI tenta ir ao encontro dos variados interesses e gostos dos seus espectadores. Proporciona um leque diversificado de programas capazes de captar a atenção de públicos diferenciados, independentemente da raça, religião, idade, origem social e nível cultural.
Esta estratégia é visível em programas como o Masterchef, um produto totalmente diferente porque vem mostrar que a cozinha está na moda e é uma oferta segura, que divulga a excelente e rica gastronomia portuguesa. É bastante apreciado por muitos, como se constata pelas audiências que regista. A qualidade dos concorrentes, a gastronomia variada e o júri composto pelos Chefs Rui Paula e Miguel Rocha Vieira e Manuel Luís Goucha são ingredientes essenciais para o sucesso.
O programa Pesadelo na Cozinha veio revolucionar o entretenimento. A irreverência do Chef Ljubomir Stanisic fez com que os portugueses se apaixonassem e não perdessem um único episódio.
Ljubomir libertou-se da sombra do conhecido Chef Gordon Ramsay e adoptou o seu estilo próprio. O Chef ensinou os portugueses a gerirem os seus restaurantes, a melhorar a qualidade da sua oferta gastronómica e a sua gestão, de forma a tornar o negócio sustentável, transformando “tascas” em restaurantes requintados.
Com uma linguagem frontal e sem filtros, o cozinheiro profissional apontou o dedo ao amadorismo, tradicionalmente característico de muitos portugueses, na gestão dos seus negócios, nomeadamente, a falta de organização, o improviso, o medo do patrão, o medo de arriscar e a falta de confiança para provocar rupturas e apostar na mudança.
Claro está, que no que toca a entretenimento, a TVI está bem e recomenda-se. O plano é continuar a investir nesta área, criar novos conteúdos e inovar aos olhos de quem nos vê.
20 De Fevereiro de 1993, o dia em que Portugal assistiu ao lançamento de uma pequena estação de televisão que é agora líder de audiências há 12 anos!
Passaram 25 anos de coisas inovadoras, onde as pessoas começaram a fazer parte do universo da televisão.
Bom é que ainda há histórias para contar, gargalhadas para dar e experiências para partilhar. Que venham mais 25 anos, TVI!