Tiroteio em sinagoga faz onze mortos e seis feridos nos Estados Unidos
Numa sinagoga em Pittsburgh, nos Estados Unidos, morreram no sábado passado dia 27, onze pessoas e seis ficaram feridas, na sequência de um tiroteio.
O autor do tiroteio foi identificado pela polícia como sendo Robert Bowers, de 40 anos. O suspeito foi detido, e já acusado de 29 crimes. Não havia, contudo, qualquer referenciação do mesmo por parte das autoridades.
Em conferência de imprensa foi ainda dito pelo diretor da segurança pública de Pittsburgh, Wendell Hissrich, que entre as vítimas mortais não se encontram crianças e que das seis pessoas que ficaram feridas, quatro são polícias.
Embora a motivação do atirador seja ainda desconhecida, o agente do FBI de Pittsburgh responsável pela investigação, Bob Jones, acredita que o atirador agia sozinho quando disparou sobre os participantes de uma cerimónia de atribuição de nome a um bebé, na sinagoga da congregação "Tree of Life".
Várias organizações hebraicas vieram já condenar o ataque, bem como a Administração norte americana, o primeiro-ministro de Israel, e a chanceler alemã, Angela Merkel, que afirma que "todos nos devemos levantar com determinação contra o antissemitismo. Em todo o lado", denunciando o "cego ódio antissemita".
O debate do armamento civil nos Estados Unidos já tem estado várias vezes em debate central, e embora Donald Trump, Presidente dos EUA, tenha adiado a discussão após o massacre de Las Vegas de 2017, vem agora abordar a questão da violência de um prisma diferente.
Ao contrário de Barack Obama que sempre defendeu uma postura de controlo relativamente às armas de fogo, Donald Trump considera que devia ser reforçada a legislação relativa à pena de morte, afirmando que "quando as pessoas fazem este género de coisas, devem ser sentenciadas à morte".