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Tancos: Marcelo exige "toda a verdade, doa a quem doer"

Presidente da República insiste que os portugueses têm que conhecer rapidamente a verdade sobre o caso do roubo das armas.

25 out 2018, 00:00 Rafaela Laja
Marcelo rebelo de sousa

Marcelo Rebelo de Sousa destacou esta terça feira a importância da maior rapidez no avanço e na conclusão da investigação sobre o roubo das armas de Tancos.

O Presidente da República, que falava em resposta aos jornalistas após um passeio de elétrico por Lisboa, voltou a insistir na prioridade do apuramento da verdade por parte dos portugueses, mas ressalvou que respeita a autonomia do ministério público.

É importante que o processo seja concluído "o mais rápido possível, para que os portugueses não tenham a sensação de que passa um ano, passam dois anos e, numa matéria fundamental, não veem, para usar uma expressão diferente, a luz ao fundo do túnel"

Questionado se em nenhum momento foi informado de um memorando sobre as circunstâncias da recuperação do material, Marcelo respondeu que veio a saber dos factos como todos os portugueses, agora, e acrescentou:

O que aconteceu nas últimas semanas não altera em nada aquilo que é a preocupação fundamental, que é: os portugueses têm de saber o que aconteceu com o desaparecimento das armas, quem foi, como, porquê, de que maneira, com que destino, e depois como é que foram recuperadas"

Quanto à afirmação que fez à agência Lusa de que não sabia nem sabe "os factos que ocorreram e as inerentes responsabilidades", o também Comandante Supremo das Forças Armadas acrescenta que continua a exigir o esclarecimento de "toda a verdade, doa a quem doer".

Segundo o Chefe de Estado, no entanto, "seria muito insensato neste momento dizer mais" sobre a evolução deste processo judicial.