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Costa quer diálogo com todos

Moção de rejeição da direita foi chumbada e Governo de António Costa entra em plenitude de funções

3 dez 2015, 22:55 / Joana Leça
VÍDEO: Os melhores momentos de dois dias de discussão do Programa do Governo
No segundo dia de discussão do plano de governo de esquerda, o primeiro ministro diz querer "trabalhar com todos". António Costa, não pôs de lado a conversa com a oposição. Pedro Passos Coelho reafirma que se PS precisar do PSD, pede que haja eleições, para que se legitime o governo de Costa.

 “No dia em que o nosso apoio possa ser decisivo para alcançar algum resultado essencial que a maioria que suporta o governo não for capaz de garantir, apenas esperamos que daí possam retirar a consequência natural que é devolver a palavra ao povo e ele possa decidir o novo Governo de Portugal” afirma o líder parlamentar do PSD.


Após dois de debate, num total de dez horas e meia de discussão política ficou aprovado o plano de governo. A moção de rejeição apresentada pelo PSD e CDS foi rejeitada com 122 votos a favor e 107 votos a favor. André Silva,do PAN decidiu abster-se, ao contrário do que fez com a moção de rejeição da esquerda ao XX Governo Constitucional.

Durante as várias horas, foram muitos os soundbytes de ping-pong político recolhidos. Paulo Portas comparou o acordo de esquerda aos BFF (melhores amigos para sempre). Telmo Correia, também do CDS, foi bastante aplaudido pela direita quando disse que "Para além da tralha socrática, este é um Governo social-comunista". O número dois do governo, Augusto Santos Silva pediu o fim do "ressabiamento" da direita.

Durante a votação da moção de rejeição, Jerónimo de Sousa, líder comunista teve dificuldade em votar eletronicamente. O momento foi de riso geral no parlamento quando afirmou "Assim fica bem clara a votação".

Do plano de governo discutido, António Costa anunciou medidas de enriquecimento para os portugueses. Prometeu dar mais de 100 milhões de euros às empresas nos primeiros 100 dias de Governo. Quer começar, já no próximo ano, a eliminar a sobretaxa de IRS e levar a discussão da subida do Salário Mínimo Nacional aos parceiros sociais.