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Governo: PSD diz que executivo “socialista e comunista” tem “programa desconjuntado e perigoso”

2 dez 2015, 23:12 / Cátia Borrego
Passos Coelho no Parlamento O vice-presidente do PSD Marco António Costa defendeu hoje que o Governo apresentou um "programa desconjuntado e perigoso" e apelou à responsabilidade do executivo "socialista e comunista", para que não ponha em causa a "trajetória de crescimento".

"Na ânsia de tentar conjugar tantas ‘posições conjuntas', o que temos aqui, no fim de contas, é um programa desconjuntado e perigoso para o futuro de Portugal. Não nos iludamos: este é um programa com perigos reais e evidentes para o país e para os portugueses, que põe em causa a recuperação económica e social que Portugal empreendeu nos últimos anos", defendeu o vice-presidente.

Também pelo PSD, o deputado Miguel Morgado interpelou o ministro das Finanças, Mário Centeno, explorando o que considera ser "as contradições" do governante, argumentando que "no programa de Governo não resta nada dos seus contributos próprios", como o procedimento conciliatório ou a descida da Taxa Social Única.

"Recentemente, soubemos que a senhora deputa Catarina Martins preferia um cirurgião risonho, que soubesse dar uma gargalhada, a um cirurgião competente. Agora ficámos a saber que prefere também, presumo eu, um ministro das Finanças marxista. Marxista na versão Groucho, porque foi Groucho Marx que disse ‘estes são os meus princípios, se não gostam, bem, eu tenho outros", disse Miguel Morgado.

Marco António Costa, que intervinha no parlamento no debate do Programa do XXI Governo Constitucional, liderado por António Costa, argumentou que os "perigos residem nas opções mas também na pressa vertiginosa com que desejam implementar tais opções".

"Uma pressa negociada em nome de uma tomada esdrúxula do poder mas inevitavelmente geradora de desequilíbrios que serão fatais para o nosso futuro coletivo", afirmou, criticando "uma receita que faz aumentar as importações, que desmobiliza do foco exportador a nossa máquina produtiva e afeta irremediavelmente a competitividade das nossas empresas, gerando, a prazo, mais desemprego".

"Por isso, apelamos à responsabilidade deste governo socialista e comunista para não colocar em risco a trajetória de crescimento económico que Portugal está a trilhar", sublinhou.

Pelo PS, a deputada Helena Freitas fez uma intervenção de fundo sobre ciência e cultura, em que argumentou que o desinvestimento na área científica nos últimos anos "contribuiu para a emigração de investigadores altamente qualificados, jovens e seniores".

Helena Freitas defendeu o Programa de Governo neste capítulo e argumentou que "a reforma do ensino superior público é inadiável, sendo prioritária a racionalização da rede do ensino superior, ajustando a oferta à procura sem abdicar da coesão territorial e social".