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Pedro Passos Coelho aponto o dedo à estratégia económica do Governo

O líder do PSD considera que "há decisões que não estão de acordo com as nossas necessidades e deviam ser corrigidas"

16 nov 2016, 22:20 Sónia Santos / Agência Lusa
Pedro Passos Coelho, presidente do PSD

 

Pedro Passos Coelho afirmou esta quarta-feira, na Ericeira, que o Governo errou a estratégia que delineou para o crescimento económico.

 

O líder do PSD justifica que as previsões para este ano estão abaixo do que aconteceu em 2015 e que não há melhorias em termos de investimento, apontando o dedo ao Governo que considera estar a adiar decisões que já deveriam ter sido tomadas.

 

Na nossa opinião, a economia portuguesa não cresceu tanto como a espanhola ou a irlandesa porque não estamos a apostar suficientemente na geração de condições de confiança para atrair investimento. O Governo tinha uma estratégia que passava muito pela devolução de rendimentos para com isso animar a procura interna. Sabemos hoje que não foi isso que fez crescer a economia, mas sim o efeito das exportações" afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas.

 

Já em relação à estratégia financeira, o social-democrata defendeu ainda que "há decisões que não estão de acordo com as nossas necessidades e deviam ser corrigidas", salientando que vai levar algumas propostas à Assembleia da República, mas sem referir quais.

 

O Governo que eu chefiei tinha previsto, até ao final deste ano, fazer uma amortização maior de empréstimos que contraímos no passado junto do Fundo Monetário Internacional, porque são empréstimos que o país teve de fazer a custos mais elevados. Hoje podíamos estar a substituir esses empréstimos por outros a juros mais baixos e isso poupava nos juros", concretizou.

 

O Governo por exemplo quer aumentar em 2017 as pensões e conta que para atualização se venha a gastar perto de 200 milhões de euros. Se esta política não tivesse a ser seguida, poderíamos poupar 300 milhões de euros, que davam para melhorar mais as pensões”, acrescentou.

 

Pedro Passos Coelho, que se deslocou à Ericeira a propósito das comemorações do Dia do Mar, aproveitou ainda a ocasião para comentar o caso Caixa Geral de Depósitos que qualificou de “absolutamente insólito”, considerando lamentável que o país “esteja a assistir a este folhetim há tempo demais”.  

 

O líder do PSD falou ainda do assunto que o levou até à Ericeira, lembrando que Portugal tem uma das 10 maiores zonas económicas marítimas do mundo e que, por isso, deve "apostar no cluster do mar".

 

Pedro Passos Coelho considera ainda que muitas atividades ligadas ao mar “vão ter no futuro uma importância decisiva" ao gerar investimento, criar postos de trabalho e contribuir para a riqueza do país.

 

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