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Lisboa e um turismo “de chinelo”

Capital portuguesa seduz turistas pelo bom garfo, monumentos históricos e bom tempo

18 dez 2015, 19:40 / Isaura Quevedo
Turismo em Portugal (Lusa) A inauguração da Expo 98 e o Euro 2004 foram dois dos picos de grande afluência turística em Portugal (e em Lisboa particularmente). Hoje, a capital portuguesa recupera o balanço num período que parece ser um dos mais intensos em termos de atividade turística. 

Além das receitas para o país, que bateram recordes no ano passado, o turismo impulsionou a veia empreendedora de muitos portugueses. Segundo dados da câmara municipal da Lisboa, em 2014, foram criadas, em média, 50 novas empresas de animação turística, por mês.  Rotas gastronómicas, desportos radicais, passeios de tuk-tuk ou em autocarros híbridos, são alguns dos vários programas que a capital oferece. 

Ao passar pela movimentada Rua da Conceição, são muitos os turistas que não resistem entrar na velha retrosaria Bento. É uma das lojas mais antigas da Baixa, onde botões de todas as cores e feitios pintam as paredes da loja. A comprar um saco de renda branca está Helena Cabral de 27 anos. Vem da Holanda mas é de nacionalidade brasileira e Lisboa sempre foi um destino que queria visitar:

“sempre ouvi amigos meus a dizer que adoraram, que se comia muito bem e fazia muito bom tempo. Que mais pode uma estudante de Amesterdão querer?”


Estão 17 graus mas, à semelhança de muitos outros turistas, Helena está de chinelos e t-shirt:

“Estou bem assim.  Já vivo em Amesterdão desde os 15 anos, este tempo para mim é quente!” .


A meteorologia, os monumentos, a gastronomia e o bom vinho são, em geral, os motivos de atração turística à capital. Motivos estes que levaram a Lisboa mais de 37 milhões de turistas nos últimos dez anos e que fizeram duplicar os números de dormidas. Lisboa é já considerada uma cidade da moda no mercado turístico mundial e o país já começou a lucrar com esta tendência. 

A popularidade lisboeta construiu-se, na esmagadora maioria dos casos, sobre as impressões positivas de quem nos visita. O efeito dessa sedução manifesta-se nas distinções que são fruto da escolha dos consumidores e reflete-se igualmente nos prémios institucionais. Um dos mais recentes foi a distinção pelos prémios irlandeses Travel Media Awards 2015, onde a capital foi galardoada com o prémio de Melhor Cidade e Melhor Destino de Short-Break.

Helena também ca esteve por um “short-break” e apesar de só lhe restarem mais 2 dias, não lhe faltam planos para preencher as suas ultimas 48 horas no país.

“Aqui é impossível estar aborrecido, há muita coisa para fazer.”


O que gostou mais de fazer até agora foi o passeio no Elétrico 28  e visitar o Mosteiro dos Jerónimos, momento que fez questão de partilhar nas redes sociais: 

Estuda artes, por isso a arquitetura do mosteiro e da restante cidade não lhe foi indiferente. “O que me chamou muito a atenção foi o design dos edifícios velhos, dos monumentos históricos e da calçada portuguesa que é linda de mais!” , conta entusiasmada. 
 

Old but beautiful buildings👍 #feriasmerecidasferias #lisbon #arquitecture #old #colors

A photo posted by @ssembs on


Esboçou o seu roteiro pela cidade com base num vídeo do “The New York Times” que o seu namorado lhe enviou e que lhe inspirou a comprar o bilhete de avião: 



Falta-lhe ainda experimentar a animação noturna dos bares lisboetas. Quer ir beber um copo ao Park, um bar no Chiado que o vídeo sugere e que “parece ter uma vista sobre a cidade bem legal!”.

 
 

Views✨👌😬 #feriasmerecidasferias #lisbon #miradouro #vistalinda

A photo posted by @ssembs on

 
Helena é apenas um caso equiparável a tantos outros turistas que se apaixonam por Lisboa. Regressa para Amesterdão já no próximo domingo, onde troca os chinelos pelas botas de pelo. Por cá, ficam as memórias eternizadas com fotografias no seu Instagram e a promessa de um dia voltar.