SNS aprova hospitalização domiciliária
25 hospitais e centros hospitalares irão permitir que doentes internados recuperem no seu domicílio. Ministério da Saúde diz que medida visa proteger doentes de infeções e proporcionar-lhes maior conforto, assim como reduzir custos.
O Ministério da Saúde apresentou uma estratégia nacional para a implementação da Hospitalização Domiciliária, esta quarta-feira, dia 3 de outubro. A cerimónia decorreu no Museu do Oriente, em Lisboa, e contou com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e da Secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos.
Esta medida será integrada em 25 hospitais e centros hospitalares de norte a sul do país e irá permitir aos doentes internados recuperarem de uma doença aguda no seu domicílio, continuando a receber acompanhamento hospitalar, protegendo o doente de infeções multirresistentes e assegurando os fármacos necessários ao tratamento do mesmo.
“Os doentes são elegíveis se tiverem um diagnóstico definido e algumas condições base, nomeadamente, um domicílio, boas condições higieno-sanitárias e um cuidador durante as 24 horas do dia” afirma Pedro Correia Azevedo, Assistente Hospitalar de Medicina Interna do Garcia Orta, em comunicado à Renascença.
De acordo com o despacho publicado em Diário da República, todas as unidades de saúde que usufruírem de financiamento público, terão até ao final do mês de março para assegurarem a sua atividade na totalidade. Esta medida irá permitir uma melhor gestão das camas disponíveis nos centros hospitalares e reduzir os custos de internamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em cerca de 40%.
A Ordem dos Médicos já se pronunciou sobre o assunto e, apesar de destacar a importância desta decisão, refere também que a falta de médicos nos centros hospitalares pode comprometer a estratégia nacional para a implementação da hospitalização domiciliária.
25 Hospitais iniciam hoje a Estratégia Nacional para a Hospitalização Domiciliária. Conheça as Unidades Hospitalares. #SNS #Saúde pic.twitter.com/gpxyV6cvah
— SNS_Portugal (@SNS_Portugal) 3 de outubro de 2018