Governo garante financiamento a instituições de doentes com VIH
Os doentes com VIH/Sida, que corriam o risco de ficar sem apoio a partir de janeiro, contam agora com a ajuda do Governo
1 dez 2015, 23:28
/ Sara Vingadas
As dificuldades das instituições que trabalham com cerca de 1500 doentes com VIH foram conhecidas no final do mês passado. Estes doentes encontram-se numa situação de elevada dependência, estando acamados em unidades residenciais ou precisando de apoio domiciliário.
Gonçalo Lobo explicou à Lusa, na altura, que oito instituições ficavam sem financiamento no final do ano, já que o programa de financiamento englobava quatro anos que terminavam nessa altura. Era necessário abrir um novo concurso público, o que era impossível por na haver Orçamento do Estado.
Após uma reunião, esta terça-feira, com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, o responsável da Abraço disse à Lusa que acrescentaram determinados pontos ao contrato atual, até que um novo concurso para quatro anos seja aberto.
“Pensa-se que o concurso possa ser aberto em março ou abril”, disse Gonçalo Lobo, satisfeito com a “resposta célere” e “sensibilidade para a questão” por parte do Governo.
No futuro, "será contratualizado para respostas a longo prazo”, disse o presidente da Abraço, lembrando que tanto o ministro da Saúde como o diretor-geral já se tinham mostrado sensibilizados.
Segundo dados recolhidos pela Abraço, sete instituições das regiões de Lisboa, Porto, Amadora, Odivelas e Cascais – Abraço, Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS), Sol, Positivo, Ser+, AJPAS e Passo a Passo – prestam apoio social a 1.492 doentes com VIH Sida, incluindo 14 crianças na associação Sol.
Sem financiamento ficariam também uma centena de funcionários, 59 contratados e 41 em regime de prestação de serviços.
Na dependência da Liga Portuguesa Contra a Sida estão 629 utentes, que corriam o risco de ficar sem respostas, problema extensível aos 165 utentes ajudados pela Abraço.